sábado, 5 de novembro de 2016

Lira XXVI de Tomás Antônio Gonzaga


O destro Cupido um dia
Extraiu mimosas cores
De frescos lírios, e rosas,
De jasmins, e de outras flores.

Com as mais delgadas penas
Usa de uma, e de outra tinta,
E nos ângulos do cobre
A quatro belezas pinta.

Por fazer pensar a todos
No seu liso centro escreve
Um letreiro, que pergunta:
"Este espaço a quem se deve?"

Vênus, que viu a pintura,
E leu a letra engenhosa,
Pôs por baixo "Eu dele cedo;
"Dê-se a Marília formosa."

Análise: Tomás Antônio Gonzaga, cujo nome arcádico é Dirceu, escreveu poesias típicas do arcadismo, com temas pastoris e de galanteio. Este fragmento foi retirado da obra Marília de Dirceu, na qual as poesias ali presentes são dirigidas à amada do eu lírico, chamada Marília, e há também uma exaltação da beleza da mesma. Portanto, no presente texto pode-se observar características deste movimento literário, como o amor galante e a presença de figuras mitológicas.

Obra completa disponível em:
http://stat.correioweb.com.br/arquivos/educacao/arquivos/TomsAntnioGonzaga-MarliadeDirceu0.pdf



Tomás Antônio Gonzaga (1744 - 1810)

                                                       

Poeta árcade que viveu entre o final do século XVIII e o início do século XIX. Nasceu na cidade de Porto em Portugal no ano de 1744 e veio para o Brasil em 1749, quando tinha apenas quatro anos. Anos mais tarde, o poeta retorna para Portugal para estudar Direito na Faculdade de Leis em Coimbra, cidade onde exerce cargos de magistratura. Intentando uma cátedra na Universidade de Coimbra, defende a tese intitulada Tratado de Direito Natural, dedicada ao Marquês de Pombal. 
Retorna ao Brasil em 1782 para a então cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto), em Minas Gerais, sendo nomeado ouvidor e juiz. No mesmo ano, conheceu Maria Doroteia Joaquina de Seixas Brandão, jovem de apenas dezesseis anos, a qual inspirou a composição do conjunto de poemas intitulados Marília de Dirceu sob o pseudônimo pastoril de Dirceu. 
No ano de 1788, pede Maria Doroteia em casamento, porém, a família da jovem, muito tradicional, inicialmente se opôs ao matrimônio e só mudou de opinião com o passar do tempo. 
Tomás Antônio Gonzaga também ficou famoso por sua atuação na Conjuração Mineira, no ano de 1789, na qual vários intelectuais e pessoas influentes se insurgiram contra a monarquia portuguesa e lutavam pela independência da colônia.
Prestes a se casar com Marília, Gonzaga é preso pelo envolvimento na Conjuração e, na cela, escreve grande parte de Marília de Dirceu. O poeta havia começado a obra dedicada à Maria Doroteia ainda antes de ir para a prisão e dá seguimento da mesma enquanto estivera no cárcere, o que explica a mudança drástica de tom no decorrer dos poemas. 
No ano de 1792 é exilado em Moçambique a fim de cumprir sua pena. Naquele país, hospeda-se na casa de um rico comerciante de escravos e, no ano de 1793 contrai matrimônio com a filha dele, Juliana de Souza Mascarenhas, com quem tem dois filhos. Falece no ano de 1810.

Obras
Após o exílio na África, é editada a primeira parte da obra Marília de Dirceu. Publicado inicialmente em três partes nos anos de 1792, 1799 e 1812 (a última após a morte do poeta). Nessa obra, Gonzaga é um pastor abastado que vive os idílios da vida no campo e canta para sua amada Marília e a natureza ao seu redor. Inicialmente, o poeta escreve sobre temas como o amor, a felicidade, a vida com sua amada e os sonhos de uma família. O conjunto de poemas pode ser considerado um monólogo, em que apenas o poeta expressa seus sentimentos. Na prisão, há a mudança de tom em Marília de Dirceu e o poeta passa a refletir sobre justiça e sobre seu destino.

Antes de ir para a prisão, Gonzaga escreve uma série de poemas satíricos em forma de correspondência sob o título de Cartas Chilenas. Nelas, Critilo, um habitante de Santiago do Chile, critica os mandos e desmandos do governador Fanfarrão Minésio. Na realidade, Santiago seria Vila Rica e, seu governador, Luís da Cunha Meneses (então governador de Minas Gerais). Além disso, endereça as cartas para Doroteu, que era, na realidade, o também poeta árcade Claudio Manoel da Costa.


Fonte: http://www.soliteratura.com.br/biografias/biografias005.php

sábado, 29 de outubro de 2016

XIII soneto de Cláudio Manoel da Costa

Nise? Nise? onde estás? Aonde espera
Achar-te uma alma, que por ti suspira,
Se quanto a vista se dilata, e gira,
Tanto mais de encontrar-te desespera!

Ah se ao menos teu nome ouvir pudera
Entre esta aura suave, que respira!
Nise, cuido, que diz; mas é mentira.
Nise, cuidei que ouvia; e tal não era.

Grutas, troncos, penhascos da espessura,
Se o meu bem, se a minha alma em vós se esconde,
Mostrai, mostrai-me a sua formosura.

Nem ao menos o eco me responde!
Ah como é certa a minha desventura!
Nise? Nise? onde estás? aonde? aonde?


Análise: Uma das características do arcadismo pode ser percebida nesse texto, que é a idealização da mulher amada. Esse movimento literário valoriza a vida simples e do campo, os seus autores desenham através de seus textos a imagem da Arcádia, lugar onde as pessoas viveriam vidas simples, ligadas à natureza, longe das má influências que assolavam a vida urbana. Ou seja, evocavam uma vida "pura". O XIII soneto de Cláudio Manoel não faz referência à natureza diretamente, mas a idealização da mulher procurada pelo eu lírico é consistente com as características da literatura arcadista. Um exemplo não tão óbvio é que o nome Nise é de origem latina e significa "pura". Um movimento que constrói a imagem de que a vida ideal é a vida no campo não poderia construir outra imagem da mulher ideal senão a da mulher pura e formosa.

Outros sonetos de Cláudio Manoel da Costa estão disponíveis em:
http://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=16746&poeta_id=397

II soneto de Cláudio Manuel da Costa

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"Leia a posteridade, ó pátrio Rio,
Em meus versos teu nome celebrado;
Por que vejas uma hora despertado
O sono vil do esquecimento frio:
Não vês nas tuas margens o sombrio,
Fresco assento de um álamo copado;
Não vês ninfa cantar, pastar o gado
Na tarde clara do calmoso estio.
Turvo banhando as pálidas areias
Nas porções do riquíssimo tesouro
O vasto campo da ambição recreias.
Que de seus raios o planeta louro
Enriquecendo o influxo em tuas veias,
Quanto em chamas fecunda, brota em ouro."

álamo copado: s.m. Árvore, geralmente alta, tronco reto e folhas ovais, lanceoladas. (Família das salicáceas.) O mesmo que choupo.

Análise: Cláudio Manuel da Costa nasceu na atual cidade de Mariana, que é cortada pelo Rio do Carmo e foi uma das maiores produtoras de ouro do Império Português. O arcadismo se diferencia do barroco por ser menos complicado e exagerado, e é exatamente isso que vemos nesse texto que descreve uma paisagem campista, rural, colocando o Rio do Carmo no centro do poema. O eu lírico fala da degradação do Rio pela exploração do ouro, colocando em contraste a ideia de que o campo é o melhor lugar para se viver e o progresso proporcionado pela metrópole. 

Cláudio Manoel da Costa (1729 – 1789)

Nasceu na cidade de Ribeirão do Carmo (hoje Mariana), em Minas Gerais, no ano de 1729. Aos vinte anos foi a Portugal para estudar Direito na faculdade de Coimbra, dividindo as obrigações do curso com a produção literária. Depois de terminada a faculdade, retorna ao Brasil onde exerce a função de advogado na então cidade de Vila Rica (hoje Ouro Preto).
Em Minas Gerais ajudou a fundar a Arcádia Ultramarina com os poetas com Manuel Inácio da Silva, Silva Alvarenga e Tomás Antônio Gonzaga entre outros poetas e intelectuais. Adotou, no ano de 1773, o pseudônimo de Glauceste Satúrnio, sob o qual escreveu a maioria de suas poesias. 
Inspirados pelo pensamento iluminista, os integrantes da Arcádia desenvolveram uma conspiração política contra o governador da capitania, culminando na Conjuração Mineira. Por essa época, sua poesia adquire um tom político e o poeta se mostra preocupado com diversas questões políticas e sociais. O movimento levou seus membros à prisão, sob acusação de lesa-majestade, isto é, de traição ao rei de Portugal. 
Por seu envolvimento na Conjuração Mineira, o poeta foi encontrado morto em sua cela no ano de 1789. A causa da sua morte ainda não foi esclarecida e alguns historiadores acreditam que ele tenha sido morto a mando do Governador, outros, que ele haveria cometido suicídio.
Anos mais tarde, ao final do século XIX, como homenagem, Claudio Manoel da Costa foi escolhido o Patrono da cadeira de número oito da Academia Brasileira de Letras.

Obras
Claudio Manoel da Costa é considerado o primeiro poeta do movimento árcade brasileiro, embora ainda apresente características barrocas em toda a sua obra, principalmente no que diz respeito ao estilos cultista e conceptista utilizados, compondo poemas perfeitos na forma e na linguagem. Por isso, costuma-se dizer que Claudio Manoel da Costa é um poeta de transição entre o barroco e o arcadismo. Além disso, seus poemas têm influência dos versos camonianos.
O início do movimento árcade na literatura brasileira tem como marco a publicação de sua coletânea de poemas intitulada Obras (1768). Diferentemente da produção poética anterior, Claudio Manoel da Costa prioriza o retrato da natureza como um local de refúgio dos problemas da vida urbana, onde o poeta/pastor pode desfrutar da vida rural.
Seus temas giram em torno de reflexões morais e das contradições da vida, além de ter escrito um poema épico, Vila Rica, no qual exalta o bandeirantes, exploradores do interior do país além, é claro, da fundação da cidade de mesmo nome.
Fonte: http://www.soliteratura.com.br/biografias/biografias004.php

sábado, 22 de outubro de 2016

Questões de Vestibular - Barroco

1 - ENEM 2014 

"Quando Deus redimiu da tirania
Da mão do Faraó endurecido
O Povo Hebreu amado, e esclarecido,
Páscoa ficou da redenção o dia.
Páscoa de flores, dia de alegria
Àquele povo foi tão afligido
O dia, em que por Deus foi redimido;
Ergo sois vós, Senhor, Deus da Bahia.
Pois mandado pela Alta Majestade
Nos remiu de tão triste cativeiro,
Nos livrou de tão vil calamidade.
Quem pode ser senão um verdadeiro
Deus, que veio estirpar desta cidade
o Faraó do povo brasileiro."
(DAMASCENO,  D. Melhores  poemas: Gregório de  Matos. São Paulo: 2006)

Com uma  elaboração de   linguagem e uma visão  de  mundo  que  apresentam  princípios barrocos, o   soneto de  Gregório de  Matos apresenta  temática expressa  por:
(A) visão cética  sobre as relações  sociais.
(B) preocupação com  a identidade  brasileira.
(C) crítica  velada à forma de governo  vigente.
(D) reflexão sobre dogmas do  Cristianismo.
(E) questionamento das  práticas  pagãs  na Bahia.

Resolução e comentários (por Pedro Henrique):
Para resolver essa questão o candidato deve se lembrar de algumas características de Gregório de Matos, porque vale lembrar de seu contexto histórico em que ocorreram várias coisas, então ele buscava sempre em seus textos criticar alguma realidade da época, envolvendo seus textos de um cultismo, com figuras de estilo como a metáfora presente não somente no texto acima mas também em vários outros. Portanto temos que nos recordar de algumas características desse autor para resolvermos a questão, mas além disso também é de suma importância  a leitura com calma da questão para uma correta interpretação do texto, porque só com esses requisitos que conseguiremos perceber a crítica que Gregório faz ao governo, utilizando de uma metáfora que no começo aparenta ser confusa mas que principalmente no final que diz: 
"Quem pode ser senão um verdadeiro
Deus, que veio estripar desta cidade o Faraó do povo brasileiro.", que torna bem clara a crítica do autor, e que elimina todas as demais possibilidades de respostas. Logo então a letra C, será a correta.

2 - VUNESP 

      Ardor em firme coração nascido;
      pranto por belos olhos derramado;
      incêndio em mares de água disfarçado;
      rio de neve em fogo convertido:
      tu, que em um peito abrasas escondido;
      tu, que em um rosto corres desatado;
      quando fogo, em cristais aprisionado;
      quando crista, em chamas derretido.
      Se és fogo, como passas brandamente,
      se és fogo, como queimas com porfia?
      Mas ai, que andou Amor em ti prudente!
      Pois para temperar a tirania,
      como quis que aqui fosse a neve ardente,
      permitiu parecesse a chama fria. 

O texto pertencente a Gregório de Matos apresenta todas as seguintes características:
a) Trocadilhos, predomínio de metonímias e de símiles, a dualidade temática da sensualidade e do refreamento, antíteses claras dispostas em ordem direta.

b) Sintaxe segundo a ordem lógica do Classicismo, a qual o autor buscava imitar, predomínio das metáforas e das antíteses, temática da fugacidade do tempo e da vida.

c) Dualidade temática da sensualidade e do refreamento, construção sintática simétrica por simetrias sucessivas, predomínio figurativo das metáforas e pares antitéticos que tendem para o paradoxo.

d) Técnica naturalista, assimetria total de construção, ordem direta inversa, imagens que prenunciam o Romantismo.

e) Verificação clássica, temática neoclássica, sintaxe preciosista evidente no uso das antíteses, dos anacolutos e das alegorias, construção assimétrica.

Resolução e comentários (por Gabriel Robert): 

A poesia deixa evidente o dualismo barroco usado por Gregório de Matos ao falar de temas opostos por meio de metáforas. Isso fica claro já nos primeiros versos, "incêndio em mares de água disfarçado / rio de neve em fogo convertido", quando o autor mistura incêndio e água e neve e fogo. Assim, também podemos concluir que todas essas contraposições são metáforas, pois na prática são impossíveis de acontecer. Nos últimos versos desse texto, podemos perceber a presença de paradoxos, que são construídos desde o início. Logo, a alternativa correta é a letra C. 

3 - (UFRS) 

Com relação ao Barroco brasileiro, assinale a alternativa incorreta.
a) Os Sermões, do Padre Antônio Vieira, elaborados numa linguagem conceptista, refletiram as preocupações do autor com problemas brasileiros da época, por exemplo, a escravidão.

b) Os conflitos éticos vividos pelo homem do Barroco corresponderam, na forma literária, ao uso exagerado de paradoxos e inversões sintáticas.

c) A poesia barroca foi a confirmação, no plano estético, dos preceitos renascentistas de harmonia e equilíbrio, vigentes na Europa no século XVI, que chegaram ao Brasil no século XVII, adaptados, então, à realidade nacional.

d) Um dos temas principais do Barroco é a efemeridade da vida, questão que foi tratada no dilema de viver o momento presente e, ao mesmo tempo, preocupar-se com a vida eterna.

e) A escultura barroca teve no Brasil o nome de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que, no século XVII, elaborou uma arte de tema religioso com traços nacionais e populares, numa mescla representativa do Barroco.

Resolução e comentários de Felipe Silva Matos:
A resposta correta é a letra C. Como estudamos, a literatura barroca é marcada pelo conflito, oposição, e até contradição, o que é muito diferente do que é mostrado na alternativa C, que afirma que o Barroco surgiu como um estilo caracterizado pela harmonia e pelo equilíbrio. Vemos a todo instante que os escritores barrocos fazem críticas aos acontecimentos da época. Por isso, a única afirmação incorreta é a C, que é a alternativa correta.




4. (FEI)
“Em tristes sombras morre a formosura, em contínuas tristezas a alegria”
Nos versos citados acima, Gregório de Matos empregou uma figura de linguagem que consiste em aproximar termos de significados opostos, como “tristezas” e “alegria”. O nome desta figura de linguagem é:
a) metáfora
b) aliteração
c) eufemismo
d) antítese
e) sinédoque
Resposta: D
Resolução e comentário por: João Vitor 
Antítese é uma característica marcante em textos do barroco, ela é caracterizada pelo uso de dois termos que diferencem entre si. É um recurso linguístico facilmente encontrado em textos do barroco, até porque nos texto do barroco uma característica fundamental é o jogo de ideias e alguns autores usam o jogo de ideias para acrescentar antítese, que possibilita maior ênfase, como foi apresentado no início da questão.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Pintura Barroca


A pintura barroca integra o conjunto de manifestações artísticas ocorridas no período denominado Barroco. Tal período teve início no Séc. XVI na Itália, no entanto, espalhou-se por outros países europeus como, por exemplo, a França, a Holanda, a Bélgica e a Espanha. O contexto histórico do Barroco se passa após as Reformas Religiosas e, além disso, as artes barrocas expressavam todo contraste com as ideias antropocentristas do Renascimento. Devido à isto, as pinturas barrocas foram fortemente influenciadas por tal contexto histórico.

Características da pintura barroca

  • Religiosidade

  • Forte conteúdo emocional

  • Acentuado contraste de claro-escuro - Recurso no qual visava intensificar a sensação de profundidade e, além disso, reforçava a expressão de sentimentos das obras

  • Realista, abrangendo todas as camadas sociais

  • Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática

  • Composição simétrica, em diagonal

 Alguns exemplos de pinturas barrocas


 A Coroação de Cristo, Van Dyck.


 As Meninas, Diego Velázquez.



 A Vocação de São Mateus, Caravaggio.


As imagens apresentam algumas características da pintura barroca como, por exemplo, o contraste de claro-escuro e a presença de caráter religioso nas obras.


Pintura Barroca Brasileira

O Barroco brasileiro foi diretamente influenciado pelo Barroco português, no entanto, com o tempo, foi assumindo características próprias. A grande produção artística barroca no Brasil ocorreu nas cidades auríferas de Minas Gerais, no chamado século do ouro (século XVIII). Estas cidades eram ricas e possuíam uma intensa vida cultural e artística em pleno desenvolvimento.

O pintor Manoel da Costa Ataíde é considerado a principal expressão da pintura do barroco no Brasil. Nasceu em 1762, em Mariana, Minas Gerais.



 Assunção da Virgem, Mestre Ataíde. 


As obras de Mestre Ataíde, como ficou conhecido, eram fiéis à característica religiosa do Barroco. Umas das características de suas pinturas era o emprego de cores vivas em inusitadas combinações. Além disso, na sua pintura, os anjos e o santos apresentam, às vezes, traços mestiços, por isso é tido como um dos precursores de uma arte genuinamente brasileira.



Referências:
http://www.suapesquisa.com/barroco/
http://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-arte-barroca-na-pintura.htm
https://www.todamateria.com.br/pintura-barroca/
http://www.infoescola.com/biografias/mestre-ataide/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pintura_do_Barroco